Discórdia 06 – Especial Música de Bandido 2 – 06/12/2011 by radiojacare
6 de dezembro de 2011, 15:36
Filed under: Discórdia | Tags: , , , , , ,

Lembra do Discórdia 04 – Especial Música de Bandido? A bala comeu solta e acordaram com a boca cheia de formiga por aí.

Na segunda edição da saga maloqueiristíca, Napoli traz músicas de marginais de diferentes lugares do mundo. A bandidagem também tem a sua trilha sonora e você escuta aqui

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I Cunferenti (Os Traidores)

PARLATO (Parte Falada):

Tu non si omu, si na pezza e nenti
Carne venduta i carogna infamanti
Tradisti lu cori di tanta genti
Tu si cuntrastu, sbirru e cunfirenti
Cu sgarra paga e paga ca vita
E tu non si degnu di campari
Purtavi lu camuffu i sita
Ma lu ‘sdisonorasti ora cu sangu toi sava lavari

Você não é homem, você não é nada
Carne vendida de carcaça podre
Traiu o coração de tanta gente
Você é um espião, um traidor e um informante
Quem vacila paga… e paga com a vida
E você não merece viver
Usava uma máscara de seda
Mas está poluído, e agora com seu sangue devemos lavar

Chi fini brutta fannu li cunfirenti
Chi di nascostu fannu li cantanti
Si cridunu chi mai si sapi nenti
Puru la leggi si caccia d’avanti

Que fim horrível têm os traidores,
aqueles que cantam às escondidas
eles acham que ninguém os descobre
Consideram-se seguros por trás da lei

Da malavita su brutti guardati
A tiru l’hannu sempre a sti venduti
Pastati cu cimentu e poi murati
A fini c’anna fari sti curnuti

São vistos com desprezo pela bandidagem
Nunca os perdemos de vista
Seus corpos são empastados com cimento e, em seguida, emparedados
Assim é o fim desses canalhas

Quantu figghi di mamma arruvinaru
Pi na mangiata e pasta si pentiru
Di la soi vita mai s’ indi curaru
Su cchiu di vivi chiddi chi muriru

Quantas vidas jovens arruinaram!
Delataram em troca de um prato de macarrão
Nunca se preocupam com suas próprias vidas
Ainda há muitos deles vivos e poucos mortos

Cu avi brutta idea mi si la caccia
Mi feci comu o cani quandu s’accuccia
É megliu e me pulitu e mi s’adagia
E non me facciu ferru mi s’arruggia

L’omini onesti vannu sempre avanti
Su sempri rispetati i tutta genti
Hannu la stima puru di i brighanti
Cu iddi nuddu faci priputenti

Os homens honestos seguem sempre em frente
São sempre respeitados por todos
Têm o respeito dos homens de honra
Com os quais não se deve ser prepotente

Quantu figghi di mamma arruvinaru
Pe na mangiate e pasta si pentiuru
Di la soi vita mai s’ indi curaru
Su cchiu di vivi chiddi chi muriru

Quantas vidas jovens arruinaram!
Delataram em troca de um prato de macarrão
Nunca se preocupam com suas próprias vidas
Ainda há muitos deles vivos e poucos mortos

Comentário por Alexandre

Letras traduzidas:

Omertà ( Lei do silêncio)

Mentri canta la lupara
Na carogna grida e mori
Chista leggi dura e amara
A l’infami spacca o cori

Quando canta a espingarda
O traidor chora e morre
Esta lei dura e amarga
Divide o coração do infame

Nuddu vitti o sapi nenti
Cu vole a Dio mi prega i Santi
O culpevoli o innucenti
Ognunu faci lu mircanti

Ninguém vê ou sabe de nada
Quem quer vir a Deus, que reze aos santos (?)
Sejam culpados ou inocentes
Todos mantém a boca fechada

Omertà, Omertà
Chista è leggi i società
Leggi chi non perduna
A cu faci infamità

Omertà , Omertà
Esta é a lei da Sociedade
Lei que não perdoa
A quem perpetra traição

L’omertà è cumandamentu
Esti leggi sagia e giusta
Cu prestau lu giuramentu
Lu sgarrari assai ci custa

A omertà é um mandamento
Esta lei sábia e justa
Para quem prestou o juramento
O vacilo custa muito caro

Occhiu tengo ma nun viu
Sugnu surdo e puru mutu
Sacciu li regoli di Dio
Ma restu sempri nu tambutu

Tenho olhos mas não vejo
Sou surdo e também mudo
Conheço as leis de Deus
E fico sempre “na minha”

Omertà, Omertà
Chista è leggi i società
Leggi chi non perduna
A cu faci infamità

Omertà , Omertà
Esta é a lei da Sociedade
Lei que não perdoa
A quem perpetra traição

Surdu mutu orbu sugnu
A l’onorata ci appartegnu
Società che ‘nta nu pugnu
Ci cumanda tuttu u regnu

Sou surdo, cego e mudo
À Sociedade Honrada eu pertenço
Sociedade que é como um punho
Que comanda todo o reino

E l’omu chi parra assai
Si trova sempri ‘nta li guai
Chi è surdu orbu e taci
Campa pi cent’ anni in paci

O homem que fala demais
sempre tem problemas
Aquele que é surdo, cego e mudo
Vive em paz por cem anos

Omertà, Omertà
Chista è leggi i società
Leggi chi non perduna
A cu faci infamità

Omertà , Omertà
Esta é a lei da Sociedade
Lei que não perdoa
A quem perpetra traição

Comentário por Alexandre




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