Discórdia 04 – Especial Música de Bandido – 17/11/2011 by radiojacare
18 de novembro de 2011, 1:34
Filed under: Outras coisas

É com imenso prazer que anunciamos o Discórdia – Especial Música de Bandido. Nesse programa a chapa vai esquentar, nosso apresentador Napoli mostra um pouco da cultura meliante musical – sim, os muleque-zica, os bandidos-mau, os mafiosos e os vida-loka têm as suas próprias canções e você escuta aqui.

Você encontra algumas das letras com tradução nos comentários. 

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do caralho o programa, Napoli! muito bom memo.

Comentário por joao

Guapparia
( Canta: Roberto Murolo )
( Autores: Bovio – Falvo – 1914 )


Scetáteve, guagliune ‘e malavita
ca è ‘ntussecosa è assaje ‘sta serenata, 
io sóngo ‘o ‘nnammurato ‘e Margarita 
ch’è ‘a femmena cchiù bella d”a ‘Nfrascata! 

Ll’aggio purtato ‘o capo cuncertino, 
p”o sfizio ‘e mme fá sèntere ‘e cantá.
Mm’aggio bevuto nu bicchiere ‘e vino 
pecché, stanotte, ‘a voglio ‘ntussecá.

Scetáteve guagliune ‘e malavita!

E ‘a luna è accumparuta a ll’intrasatto, 
pe’ lle dá ‘o sfizio ‘e mme vedé distrutto.
Pe’ chello che ‘sta fémmena mm’ha fatto, 
vurría ch”a luna se vestesse ‘e lutto!

Quanno se ne venette â parta mia, 
ero ‘o cchiù guappo ‘e vascio â Sanitá.
Mo, ch’aggio perzo tutt’ ‘a guapparía, 
cacciatemmenne ‘a dint’ ‘a suggitá!

Scetáteve guagliune ‘e malavita!

Sunate, giuvinò, vuttàte ‘e mmane, 
nun v’abbelite, ca stó’ buono ‘e voce! 
I’ mme fido ‘e cantá fino a dimane
e metto ‘ncroce a chi…mm’ha miso ‘ncroce. 

Pecché nun va cchiù a tiempo ‘o mandulino? 
Pecché ‘a chitarra nun se fa sentí? 
Ma comme? Chiagne tutt’ ‘o cuncertino, 
addó’ ch’avess”a chiagnere sul’ i’.

Chiágnono sti guagliune ‘e malavita!


Acordem, garotos do crime 
pois faz enfurecer esta serenata,
eu sou o namorado de Margarida
que é a mulher mais bonita do bairro! 

Trouxe para ela um belo conjunto,
para o gosto de fazer-me ouvir cantar.
Bebi um copo de vinho 
porque esta noite, quero que fique zangada.

 Acordem, garotos do crime!

E a lua apareceu de improviso,
para dar-lhe a satisfação de ver-me destruído. 
Por aquilo que me fez esta mulher,
queria que a lua si vestisse de luto!

 Quando se meteu comigo,
eu era o mais malandro do bairro Sanità.
Agora, que perdi todo o malandragem,
expulsem-me da sociedade!

Acordem, garotos do crime!

 Toquem, garotões, de pressa,
 não fiquem tristes, pois estou bem de voz!
Confio que vou cantar até amanha
e vou crucificar quem… me crucificou.

 Porque não mantém mais o ritmo o bandolim?
Porque a guitarra não se faz ouvir? 
Mas como? Chora todo o conjunto,
enquanto deveria chorar somente eu.

Estão chorando esses garotos do crime!

Comentário por radiojacare

’Ndrangheta Camurra e Máfia

Nta na notti di un tempo che fu
Tri cavaleri dda Spagna se partiru
Dall’Abbruzzi a Sicilia passaru
E poi ca in Calábria se firmaro
Vinto (n)anni laboraru sotta terra
Pi fundari li reguli sociale
Leggi d’onuri, di sangu e di guerra
Leggi majori, minori e criminali

Uma noite, há muito tempo
Três cavalheiros partiram da Espanha
Do Abruzzo à Sicilia passaram
E depois aqui na Calábria se firmaram
Por vinte anos trabalharam em silêncio
Para fundar as regras sociais
Leis de honra, de sangue e de guerra
Leis maiores, menores e criminais

Esti reguli di sangu e d’omertà
Da patri a figghiu si li tramendaru
Chisti su i leggi di la società
leggi chi u signu nta storia dassaru.

Estas regras de sangue e omertà
Foram transmitidas de pai para filho
Estas são as leis da sociedade
leis que definiram a história

’Ndrangheta Camurra e Mafia, e società organizzata
’Ndrangheta Camurra e Mafia, Sicilia Napoli Calabria onorata

’Ndrangheta, Camorra e Máfia, sociedade organizada
’Ndrangheta, Camorra e Máfia, Sicília, Nápoles, Calábria honrada

Na matina menzu di lu mari
na barchicella vitti navigari
cu cinqu veli e setti marinari
unu di chisti mi vosi domandari
Giovanottu diciti chi cercati?
Onuri e sangu eu nci rispundia
Supra a sta barca si vui nchianati
onuri e sangu trovamu pi la via

De manhã, no meio do mar
Vi uma barqueta navegando
Com cinco velas e sete marinheiros
Um dos quais me perguntava
Jovenzinho, me diga, o que buscas?
“Honra e sangue”, eu lhe respondia
“Venha a bordo deste barco
Honra e sangue encontraremos pelo caminho”

E mi portaru nta menzu di lu mari
ntan’isoletta i nomu Favignana
oh genti tutti chi stati a scutari
chista è na terra vicina e assai luntana

E levaram-me para fora no mar
A uma ilhazinha chamada Favignana
Oh, todos vocês que estão ouvindo
Esta é uma terra próxima e longe demais


’Ndrangheta Camurra e Mafia, leggi d’onuri leggi d’omerta
’Ndrangheta Camurra e Mafia, e cu sgarra nudda pietà

’Ndrangheta, Camorra e Máfia, lei de honra, lei do silêncio
’Ndrangheta, Camorra e Máfia, e quem vacila não merece piedade

Lla c’era nu castellu cu tri stanzi
undi la prima puzzava infamità
tri gocci i sangu nta seconda nci trovai
mentri nta terza nu corpu i società
Degnu e meritevoli fui arrricanusciutu
sutta l’arburu da scienza battiatu
onoratu circulu a tutti vi salutu
finu alla morti a vui su vinculatu

Havia um castelo com três quartos
O primeiro cheirava à traição
Na segunda eu encontrei três gotas de sangue
E no terceiro havia uma sociedade em conjunto
eu estava no meio deles
e sob a árvore da ciência, fui batizado
Venerável circulo, a todos vos saludo!
Até a morte estou vinculado a vocês

Eu fazzu l’omu pi sangu e p’onuri
e pi scacciari li infami e tradituri
Nente pirdunu e nudda pietà
Chistu nun poni stu corpu i società

Eu me faço homem através de sangue e honra
E caçando os infames e traidores
Nenhum perdão, nenhuma piedade
essa é a lei da Sociedade

’Ndrangheta Camurra e Mafia e società organizzata
’Ndrangheta Camurra e Mafia, leggi d’onuri leggi d’omerta

’Ndrangheta, Camorra e Máfia, sociedade organizada
’Ndrangheta, Camorra e Máfia, lei de honra, lei do silêncio

Comentário por radiojacare

Appartegnu all’Onorata

Malavita, malavita
Appartegnu all’Onorata
Puru si c’impizzu a vita
Eu nun fazzu na sgarrata

Vida loka, vida loka
Eu pertenço à Sociedade Honrada
E mesmo que me custe a vida
Eu não dou uma vacilada

Sugnu picciottu di centu galeri
E saccio quali su li me duviri
Canusciu tutti li boni maneri
A mia m’andi passari janchi e niri

Sou maluquinho de uns cem presídios
E sei quais são os meus deveres
Conheço todas as boas maneiras
Eu já vi de tudo

Persona resoluta e di sustanza
Eu nun supportu certe priputenza
Passai la giuventu `nta la casanza
Ora m’impono sulu cca prisenza

Pessoa resoluta e de valor
Eu não suporto prepotência
Passei a juventude na cadeia
Agora impressiono apenas com a minha presença

Malavita, malavita
Appartegnu all’Onorata
Puru si c’impizzu a vita
Eu nun fazzu na sgarrata

Vida loka, vida loka
Eu pertenço à Sociedade Honrada
E mesmo que me custe a vida
Eu não dou uma vacilada

Su calabrisi sugnu di ´sti parti 
Su rispettato ´nta ´sti zoni tutti
All’occorrenza u cori meu se sparti
Su spalancati li finestri e porti

Sou calabrês, sou desta parte
Sou respeitado por toda essa área
À ocorrência meu coração se divide
Entre arrombar janelas e portas

Ed eo chi tingu sangu ´nta li vini
Su prontu d’affruntari mille infami
A chista genti ci rispunnimu
Pidi sunu pronti centu lami

E eu que tenho sangue nas veias
Estou pronto para afrontar mil traidores
A resposta para essa gente é simples
Há cem lâminas preparadas para eles

Comentário por radiojacare

Cidinho e Doca – Rap da Bandida

Bandida 
Eu não vim aqui de MK 
Pelo contrário, eu vim foi de HK 
Dos momentos juntos que passamos 
E todos os carros da polícia que a gente fuzilamos 

Preste atenção no que eu vou dizer 
Todos morro que eu trabalho eu me lembro de você 
No morro Em, 
Na Favela do Rato 
No Morro da Magueira 
E no Cavalo de Aço 

Eu de AR-15 
Você de Três-Oitão 
Vendendo Cocaína no morro do Igrejão 
Pena, pena, pena 
Pena que o pó não durou muito tempo 
Tinha muito desviado na fila do movimento 

A arma caça-andróide que eu dei para você 
Foi um presente muito lindo pra você não se esquecer 
Dos outros alemão que a gente degolamos 
E todos X9 que a gente enforcamos
Hoje é uma felicidade a gente matar
Todos que tenta invadir
A matriz para ficar

Agora bandida, eu estou aqui 
Cantando a nossa história pra toda a galera ouvir 
Escute só galera essa história é de verdade 
Se liga nessa letra que é pura realidade 

Eu comprei a 12 que o Catra disse pra mim 
Toma cuidado, Duda, o exército vai invadir 
O Xande e o Dinei de AR-15 na mão 
Valério, Sabará, G3; E Ramão e Sapão 

Se liga, se liga, se liga, ahn… 

O bonde é do espelho 
A chapa é quente e o Comando?
E se o gato passar
Não se assuste não
Se a chapa esquentar 
É cobrança, mermão 

Se tu fica de mancada 
Você vai virar raiz 
Peixe morre pela boca, vacilão pelo nariz” 



Comentário por radiojacare

Tira la pinna

Tira nemicu miu, tira la pinna
Forsi ca nesci a morti la cundanna
Tu tieni carta calamaru e pinna
Ed eu curtielli e palli al mil cumandu

Largue, meu inimigo, largue a pena (caneta)
Talvez você assine minha sentença de morte
Você tem papel, caneta e tinta
E eu punhais e armas sob meu comando

Tu si lu viceré di chistu regnu
Ed eu sugno l urre di la muntagna
Tandu nimicu miu tandu m´arrendu
Quando lu capu mia pendi all`antinna

Você é o vice-rei deste reino
E eu sou o rei das montanhas
Então, meu inimigo, eu me renderei
Quando minha cabeça estiver pendurada na forca

Tra valli scuri e ddù fiumi correnti
´Mmenzu nci stà Cusenza fravicata
Unu si chiama Crati unu Busentu
Ed eu l`amaru ci su capitatu
Ed eu l`amaru ci su capitatu

Num vale escuro dividido por dois rios
No centro dele, Cozenza foi construída
Um se chama Crati, o outro Busento
É aqui que estou preso
É aqui que estou preso

Chi mi ndi curu ca fozzi valenti
Si mò di mani e piedi su ligatu
Tu si la figlia di lu presidenti
Po´ sciogliri st´affrittu carceratu

O que me importa ter sido valente
Se agora minha mãos e meus pés estão acorrentados
Você é a filha do presidente
e pode libertar um aflito encarcerado

Se tu mi cacci stilla stralucenti
Tu fà sarbari n´anima dannata
A mmia la morti non mi fa spaventu
Ca nda li boschi nci sugnu mparatu

Se me libertar, ó estrela brilhante!
Você salvará uma alma condenada
A morte não me mete nenhum medo
Pois foi nos bosques que aprendi a viver

Comu tu jochi cu li sciuri e ll`erba
Jucava eu cu li scuppettati
Li palli mi veniunu a centu a centu
Eranu a mmia cunfetti ´nzuccherati
Eranu a mmia cunfetti ´nzuccherati

Enquanto você brincava com as flores e a grama
Eu brincava com a escopeta
Disparava sem parar bala após bala
Elas eram meu docinho açucarado
Elas eram meu docinho açucarado

Comentário por radiojacare




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